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domingo, 18 de julho de 2010




SATYRO BILHAR
Revisitado
Por Jorge Mello.
SATYRO (LOPES DE ALCÂNTARA) BILHAR






A Morte de Satyro Bilhar:



Dentre as várias lendas que corriam a respeito de Satyro Bilhar destacamos a de sua morte. Era frequente alguém dizer - O velho Satyro morreu!.- Eis que ele, pessoalmente, vinha aos círculos da boemia carioca para desmentir tal notícia (1). Infelizmente uma crise aguda de uremia não permitiu que ele desmentisse a notícia dada através da imprensa em 31 de outubro de 1926 (2):
"Há precisamente uma semana recordam-se fatos, lembram-se episódios, recordam-se cenas em que a individualidade do Bilhar empresta sempre a sua presença ora em casos sérios, ora em questões políticas e ora, a maior parte das vezes, em assuntos jocosos e humorísticos”.
Faleceu, de fato, na madrugada 23 de outubro de 1926 em sua residência na rua Tavares Ferreira nº 68, no Rocha, sendo enterrado no mesmo dia no Cemitério de São Francisco Xavier (3). A missa de 7º dia foi rezada na Igreja de São Francisco de Paula, no dia 29 (4).


Suas irmãs Anna, Epifania e sobrinha Branca Bilhar convidam os seus parentes e amigos para assistirem a missa de sétimo dia de seu passamento, na igreja de S. Francisco de Paula, amanhã, 29 do corrente, às 9 horas da manhã.
Outras Lendas:


Através de relatos sucintos espalhados por páginas de livros e jornais, podemos esboçar a personalidade de Satyro Bilhar e entender porquê se tornou um dos personagens mais interessantes da Música Brasileira no período compreendido entre o final do século IX até a segunda década do século XX. Ele era considerado como uma das figuras mais populares e estimadas da vida boêmia da cidade do Rio de Janeiro e cultivava amizades em todas as esferas sociais. Podia ser visto em companhia dos poetas Olavo(Brás Martins dos Guimarães) Bilac, (Sebastião Cícero dos) Guimarães Passos, Emílio(Nunes Correia) de Meneses e (Francisco de ) Paula Ney, seu conterrâneo e de quem era amigo inseparável, frequentando os saraus promovidos por (Alexandre José de ) Mello Moraes Filho assim como em rodas de choro onde também estavam Quincas Laranjeiras (Joaquim Francisco dos Santos), José Cavaquinho (José Rebello da Silva), Galdino Cavaquinho, Juca Kallut(José Lourenço Viana) e Catulo da Paixão Cearense, dentre outros. Das suas amizades mais novas destaco a que teve com Alberto de Castro Simoens da Silva, mais conhecido por Bororó. Este, em termos da boemia, foi o legitimo sucessor de Satyro Bilhar.


Em seu livro O Choro (5) Alexandre Gonçalves Pinto ressalta que:
Catullo e Bilhar era uma dupla respeitada pelos chorões da velha guarda. Havia entre ambos uma grande amizade e, por conseguinte, em todo o choro que estava Catullo, estava também o Bilhar.


Satyro optou pela vida de boêmio, sendo considerado um dos grandes como tal em sua época. Esta opção, entretanto, não impediu que se tornasse o mais assíduo funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, onde se aposentou como telegrafista chefe sem ter faltado um dia sequer! De espírito folgazão e alegre, um pouco gago e com pronunciado sotaque nordestino, ele possuía grande facilidade em falar em público e por seu temperamento alegre fazia logo uma roda de amigos onde quer que aparecesse. Empolgando-se com os casos que contava, usava sempre a frase:
Minha nossa senhora!.
Suas frases típicas tornaram-se a sua marca registrada, não só pelo que significavam, mas também pelo gestual que as acompanhavam, assim como pelo momento apropriado em que eram ditas:
Tu és uma estrela de primeira grandeza!”; “O que palpita lá, palpita cá
e ao entrar numa festa, indo direto à cozinha, dizia para a dona da casa:
A senhora é o sol do Brasil.(6)
Avesso a brigas, Satyro sempre arrumava um jeito de escapar delas. Seu amigo Nozinho(Carlos Vasques)-Locutor e cantor da Casa Edison- dizia que Bilhar era daqueles que dão um boi para entrar numa briga e uma boiada para sair de uma em que, a sua revelia, estivesse(7).
Em fevereiro de 1915 aparece no Jornal do Brasil uma entrevista concedida por Satyro ao jornalista Francisco Guimarães, popularmente conhecido como Vagalume. Não tenho certeza se tal entrevista de fato aconteceu, porém nela se encontram todos os traços da personalidade de Bilhar, as suas expressões características e também a sua gagueira. A entrevista será transcrita a seguir(8):


Seriam umas 15 horas quando subiamos apressados a rua do Ouvidor e nos esbarramos com o Bilhar, que endireitando o pince-nez nos disse:
-Vo...você está errado, seu Vagalume.
-Errado?
-Por esta Luz!...pois você que é do...do...do coração do Bilhar, ainda não deu u...u...uma no...no...notícia de nosso cordão?!
-Porque não sabia que você tem um cordão.
-Por Deus que tenho! Va...va...vamos sair nos três dias de...de... de ca...ca...carnaval!
-E o pessoal é bom?
-Virge Maria! São todos ba...ba...batutas, nêgo velho! Tido alí é astro de pri...pri...pri...primeira grandeza.
-Então é um pessoal cotubaça.
-Oh! Da região etérea, das regiões des...desco...desconhecidas. Olhe: Eu, Nozinho, Vicente Gagliano, Heitor Costa, Horacio Foguete, Antonio Palmieri e Antonio Baptista. Que choro, nêgo bom! Violões, cavaquinho, flautas, mo...mo...mo...modinhas, enfim, é...é...é...é sucesso para esquecer as agruras desta vida. Qie...que..que ninguém sabe mais do...que você que trinta e cinco anos naquela ca...ca...casa sem faltar um dia, não é vida.
Nó...no...nós vamos lá no...no...no Jo...Jo...Jornal do Brasil te cumprimentar, por..porque o Guima velho é do co..co...coração do Bilhar.
- E se houver rolo, Bilhar?!
-De...De..Deus me livre! Com...com...com esta idade toda nunca ti...ti...tive na...na...nada com a po...po...policia, nem mesmo testemunha.
Você viu por aó o...o... o Bôscoli? Vo..vo...vou tomar um di...di...dinheiro na mão dele, porqie o Tesouro não paga há oito me...meses.


A Família Alcântara Bilhar

Da união do Major Joaquim Lopes Raymundo Bilhar com D. Isabel de Alcântara surgiu a familia Lopes de Alcântara Bilhar. Não sei exatamente quantos filhos eles tiveram, mas tenho notícias de quatro deles: Joaquim Lopes de Alcântara Bilhar obteve o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 17 de novembro de 1871, tendo exercido diversos cargos importantes como o de Promotor Público e Juiz Municipal da comarca do Crato e de Chefe de Polícia do Ceará, além de lecionar Direito Civil na Universidade Livre de Direito do Ceará (9). Satyro Lopes de Alcântara Bilhar nasceu em Crato, no interior do Ceará. Alguns autores estimam 1860 como o ano de seu nascimento, embora se desconheça com precisão a data de tal acontecimento.


A professora Anna Bilhar foi diretora do Colégio Nossa Senhora de Lourdes em Fortaleza e seguiu para o Rio de Janeiro com sua afilhada e sobrinha Branca Bilhar, filha de Joaquim, logo após a morte deste (faleceu em Fortaleza na noite de 09 de maio de 1905).


De Epifania sei apenas que seguiu para o Rio de Janeiro com Anna Bilhar e Branca. Por essa época dois irmãos de Branca estavam radicados no Rio de Janeiro: O médico e farmaceutico Irineu Lopes de Alcântara Bilhar e o advogado Raul Lopes de Alcântara Bilhar(10).
Branca foi admitida em 1911 no Instituto Nacional de Música (11), onde se diplomou, fazendo jus a uma medalha de ouro. Sua estréia como concertista de piano ocorreu em 08 de maio de 1915 no Salão Nobre do Jornal do Commércio, constando do programa peças de Beethoven, Mendelssohn, Schumann, Liszt, Grieg, Chopin e Debussy. A crítica especializada não lhe poupou elogios(12): "Sem rufos nem tambores, quase sem quaisquer referencias da imprensa, a senhorinha Branca Bilhar organizou um recital e com ele veio surpreender os seus convidados...".
O segundo grande concerto de Branca Bilhar foi realizado no Salão Nobre do Jornal do Commércio, em 20 de junho de 1916, com o seguinte programa(13):


Primeira Parte:
1-Mendelssohn: Preludio e Fuga, op 35.
2-Liszt-Paganini-Estudos.
3-Henrique Oswald-Il Neiges.
4-Gabrilowsky-Mazurka Melancolica.
5-Liszt- Vallée dObermann.


Segunda Parte:
6- Chopin- Sonata, opus 35.
7- Alberto Nepomuceno-Improviso.
8-Debussy- Ce Qua Vu le vent d Ouest.
9- Moskowisky-Estudos(Les Vagues).


A Critica enalteceu suas virtudes, sendo que na edição de 21 de junho o crítico do Jornal do Commércio assim se manifestou(14):

É realmente para deplorar que uma pianista como a senhorinha Branca Bilhar apenas de ano em ano se ofereça à admiração e aos aplausos de quantos acorrem a ouvir-lhe a tradução sonora das composições dos grandes mestres. Pelo seu talento, pela sua interpretação toda pessoal, pela penetrante investigação da psyche dos autores, a jovem pianista deveria estar em convívio mais frequente com a alma da coletividade que ela sabe fazer vibrar com a sua arte fieta de sentimentos e de expressões.
No dia 11 de novembro de 1916 foi realizada no salão nobre do Joornal do Commercio a Soirée Concerto em beneficio do conhecido bilheteiro sr. José Sergio. Participaram do evento o consagrado comendador Athur Napoleão, srs Alfredo Bevilacqua, Luciano Gallet, Nascimento Filho, Roberto Mario, Hermano Andelfi e A.C. Cardoso de Menezes Filho e as sras Nicia Silva e Lydia Salgado e a senhorinha Branca Bilhar, que executou naquela ocasião a Gavotte, de Gluck e o Noturno nº 13, de Chopin( ver Jornal do Commercio- Theatros e Música-08/11/1916).
Em 1922 a revista “O Rio Musical” a considerava, ao lado de Guiomar Novaes e Antonieta Muller, como uma das grandes pianistas nacionais. Quando esteve em temporada no Rio de Janeiro em agosto de 1919(15), o famoso pianista Edouard Risler percebeu o grande e profundo conteudo nacional das composições de Branca, executando muitas delas em recitais tanto aquí como no exterior(16). De suas composições podemos destacar(17):


1) Dedicação (valsa lenta)
2) Alaide (valsa de salão)
3) Allegro de Concerto para Piano
4) Bailado Indígena
5) Improviso
6) Reminiscência
7) Samba Sertanejo
8) Serenata Espanhola
9) Os Heróis de Copacabana
10) Recordação
11) No Sertão (cateretê)
12) Sabiá (com letra de Luís Murat)
13) As Esmeraldas (com letra de Álvaro Bomílcar da Cunha).
14) Ao Violão.


Por essa época D. Anna Bilhar tinha um pensionato para jovens estudantes de música na rua Desembargador Isidro, na Tijuca. Para aquele casarão cercado de jardins vinham moças de várias partes do país para estudar música com Branca. Uma dessas moças foi Eunice do Monte Lima que estudou com Branca no pensionato nos anos 1924/25. Ela nos conta que(18)


foi lá que aprendi a amar e apreciar em todo o seu valor, certos aspectos da música popular brasileira. Branca era sobrinha do grande Satyro Bilhar, o boêmio e seresteiro amigo de Catullo da Paixão Cearense. Satyro era extraordinário violonista, compositor e poeta. Lembro-me de uma visita sua às irmãs D. Anna e Epifânia, esta uma velhinha apaixonada e entusiasmada. Recebido com grande alegria, pois raramente aparecia por lá, Satyro demorou-se numa animada conversa depois da qual nós todas lhe pedimos que tocasse alguma coisa. Logo se organizou a audição improvisada. Satyro, abraçado ao violão, feriu os primeiros acordes que ecoaram no silêncio da grande expectativa. Sua voz já alquebrada ergueu-se comovida e os dedos nervosos foram despertando uma a uma as mais profundas e ignoradas emoções de nossa sensibilidade de adolescentes...
A futura grande pianista e compositora Eunice Katunda, bem como suas jovens colegas ficaram envolvidas e comovidas com a beleza das canções. Prossegue Eunice:


Duas destas canções permaneceram na minha memória. A última estrofe da primeira dizia: Ai com que dor e com que pena deixo, saudoso, os lares teus Ouvindo a tua voz amena despetalando um terno adeus Fica este adeus repercutindo no meu cansado coração como um cristal que alguém ferindo geme em sonora vibração.
A segunda eu logo aprendi ouvindo Branca tocá-la num arranjo para piano feito por ela e que, infelizmente, nunca chegou a ser escrito.
Esta música, cuja partitura escrita de próprio punho por Branca Bilhar, me foi gentilmente cedida pela Sra. Dirce Parreira. Branca Bilhar faleceu na madrugada de 22 de dezembro de 1928 na Casa de Saúde São Sebastião, na rua Bento Lisboa, sendo enterrada no cemitério de São João Baptista. Único jornal carioca a noticiar tão triste acontecimento, o Correio da Manhã (19) expressa sua admiração a artista ao dizer que:


o nosso mundo artístico perdeu ontem um dos seus elementos de mais justo destaque com o falecimento de Branca Bilhar. Formando ao lado das nossas pianistas de técnica mais apurada, ela apareceu varias vezes nas nossas salas de arte, conseguindo sempre de sua numerosa platéia os mais sinceros aplausos, invariavelmente endossados pela crítica.
O Violonista e Compositor:
Se Satyro foi ou não um excelente violonista é ima questão controversa: Donga, em seu depoimento ao MIS (20) nos diz que:


“Ele não era um grande violonista, mas arranjou um som. Tem umas pessoas assim, repare que o canhoto tem uma forma de tirar sons diferentes de nós, que usamos a mão direita. Não sei porquê a sonoridade dele é mais agradável. O cego também está nesse caso. Então o Bilhar ficou entre essas duas coisas, fugindo de nós. O som que ele tirava era bonito”.


Ary Vasconcelos dá outro enfoque(21):


“Embora não fosse um virtuose do violão, todos pareciam acreditá-lo quando se punha tocar. Chegou-se a dizer que era o melhor violonista da época e que a única pessoa que poderia rivalizar com ele seria sua discípula Lily São Paulo”.
Já Alexandre Gonçalves Pinto, o Animal, afirma que (22)


“O Bilhar era um chorão que tinha primazia entre outros chorões nos acordes, nas harmonias e no mecanismo de dedilhação com que manejava agradavelmente seu violão... as posições com que o Bilhar tirava seus acordes eram tão difíceis que só ele sabia fazer".
Neste mesmo livro ao se referir a Lily São Paulo, o autor relata que (23):


“ela era companheira de choro do sempre lembrado Bilhar, considerado como o rei dos acordes, e com ele muito aprendeu, de modo que quem escuta Lily logo diz: ali está o Bilhar".
Ainda no Correio da Manhã dele se diz (24)


“Do violão era exímio estilista e profundo conhecedor, e de que é digna e inteligente continuadora essa extraordinária artista que é Branca Bilhar, sua filha”.
Aqui o jornal dá uma informação equivocada, pois, como vimos Branca não era filha, mas sim sobrinha de Satyro Bilhar. Sobre o tamanho da produção musical de Bilhar, as opiniões também são as mais diversas: Donga (Ernesto dos Santos) em seu depoimento assim se pronunciou(25):


"O seu repertório se resumia a quatro músicas, mas como elas se desdobravam... Por exemplo: Tira Poeira ele tocava como choro, depois repetia a música como valsa. Ele mudava a harmonia. Dali a pouco tirava uns sons de harpa. Assim ele fazia o baile. Desenvolvia os temas. Com quatro músicas ele acabava com o baile".
Por outro lado, no artigo do jornal Correio da Manhã encontramos(26):


“São inúmeras as composições de Bilhar para violão... Também tocava piano, mas só produções suas: uma valsa, um schotisch e uma polca. Com estas três músicas era capaz de fazer uma festa a noite inteira".
Alexandre Gonçalves Pinto assim se manifestou:


“O Bilhar também conhecias as músicas clássicas e tinha produções suas como Harpejos e Melodias... •Era um encanto vê-lo tocar sua tradicional polca Tira Poeira”.
Por fim, encontramos no verbete Satyro Bilhar da Enciclopédia da Musica Brasileira (27) referência as seguintes músicas de autoria dele:


Gosto de ti porque gosto; Tira Poeira; Estudos de Harpa (para violão); e as modinhas O que vejo em teus olhos; As ondas são anjos que dormem no mar e Tu és uma estrela. Podemos ouvir a primeira gravação de Tira Poeira, feita por Jacob do Bandolim em 1956, no site do IMS. Catullo e Bilhar foram parceiros no lundu Gosto de Ti Porque Gosto e na modinha As Ondas São Anjos que Dormem no Mar. Mario Pinheiro gravou o lundu pela Victor Record ( 98.947), lançada em 1910 e tal gravação está disponibilizada no site do Instituto Moreira Salles (http://ims.uol.com.br/). É muito engraçada a forma como Mario Pinheiro interpreta esta música! Ela também foi gravada pelo cantor Cadete na Zon-O-Phone (10.111) em 1902 e pela Odeon R (108.504) dez anos depois, sendo que em ambas a música é classificada como modinha. Catulo dedicou-lhe a letra de sua composição Perdoa, em parceria com Anacleto de Medeiros. Ernesto Nazareth dedicou seu choro Tenebroso, editado pela primeira vez em 1913, ao "bom e velho amigo Satyro Bilhar" Também Villa-Lobos dedicou-lhe o movimento Fuga, de sua Bachiana nº1 (para ser tocada a maneira de Satyro Bilhar). Orestes Barbosa em seu livro (28) assim refere aos tempos antigos:
“Um olhar para trás.
O Rio antigo.
O cantor de serenatas.
Os ternos.
Flauta, violão e cavaquinho.
As serestas, desde Xisto Bahia.
Eduardo das Neves.
Os lundus de Satyro Bilhar...“.
REFERÊNCIAS:


(1)Vasconcelos, Ary-“Panorama da Musica Popular Brasileira na Belle Époque”, pg 74. Livraria Sant Anna Ed. 1977.
(2)“Satyro Bilhar- O desaparecimento de uma popular figura de nossa boemia” Correio da Manhã, 31/10/1926.
(3)“ O desaparecimento de uma figura tradicional do Rio”. Gazeta de Noticias, 24/10/1926.
(4)“Satyro Alcântara Bilhar”.Anuncio fúnebre. Correio da Manhã, 28/10/1926.
(5)Pinto, Alexandre Gonçalves. “O Choro”, pg 52. Edição Funarte, 1978(Edição fac-similar 1936).
(6)Donga-Depoimento concedido ao Museu da Imagem e do Som.02/04/1969.
(7)Vasconcelos, Ary."Musica popupar brasileira na belle époque" pg 73/74. Liv. Sant Anna,1977
(8) Jornal do Brasil-sexta-feira, 12 de fevereiro de 1915-CARNAVAL-pg 10.
(9)Studart, Guilherme(Barão de Studart). “Diccionario Bio-Bibliographico Cearense”, pg 36. Volume dois.Typo-Lithographia a vapor. Fortaleza, 1913.
(10)Studart, Guilherme(Barão de Studart). “Diccionario Bio-Bibliographico Cearense”, pg 383. Volume um.Typo-Lithographia a vapor. Fortaleza, 1913.
(11)Concerto Branca Bilhar-Theatros e Música-Jornal do Commercio, 06/05/1915.
(12)Recital-Branca Bilhar-Theatros e Musica-Jornal do Commercio,09/05/1915.
(13)Cernicchiaro, Vicenzo. "Storia Della musica nel Brasile", pg 449. Milano,1926.
(14) Concerto- Theatros e Música- Jornal do Commmércio-Domingo, 11/06/1916.
(15) Concerto Branca Bilhar- Theatros e Música- Jornal do Commércio, 21/06/1916.
(16)Kater, Carlos."Eunice Katunda:Musicista Brasileira",pg 80. Fapesp, 2001.
(17)Nobre, F. Silva. "1001 Cearenses Famosos". verbete Branca Lopes de Alcantara Bilhar. Casa do Ceará Editora-Rio de Janeiro-1996.
(18)Kater, Carlos. “Eunice Katunda: Musicista Brasileira”, pg 80. Fasesp,2001.
(19)“Branca Bilhar”- Correio da manhã, 23/12/1928.
(20)Donga. Depoimento concedido ao Museu da Imagem e do Som(MIS) em 02/04/1969.
(21) Vasconcelos, Ary. Op. Cit.
(22)Pinto, Alexandre Gonçalves. Op. Citt.
(23)Pinto, Alexandre Gonçalves, pg 63.
(24)Correio da Manhã, 28/10/1926.
(25)Donga, depoimento MIS.
(26)Correio da Manhã, 28/10/1926.
(27) "Enciclopédia da Musica Brasileira:Erudita, Folclorica e Popular”. Verbete Satyro Bilhar, pg 97. São Paulo, Art. Ed, 1977.
(28)Barbosa, Orestes. “Samba - sua história, seus poetas, seus músicos e seus cantores”, pg 37. 2ª Edição-Funarte,1978.

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