
O VIOLÃO BRASILEIRO DEOTHON SALLEIRO.
UMA RESENHA, POR JORGE MELLO

Recentemente tomei conhecimento do excelente trabalho de tese de mestrado de Flavia Rejane Prando intitulado Othon Salleiro:Um Barrios Brasileiro? orientado pelo Prof. Dr. Edelton Gloeden e por ela defendido em 2008 na ECA-USP. É possível acessá-lo através de www.qprocura.com.br/Othon-Salleiro:-um-barrios-brasileiro e perceber a interessante trajetória deste extraordinário personagem que era Psiquiatra, violonista, compositor e professor de violão. Sobre Flavia:
"Estudou com Werner Aguiar, A.Manzione, Everton Gloeden, Giacomo Bartoloni, Peter Dauelsberg e Edelton Gloeden. Tem o Bacharelado em Violão pela Unesp. Em 1999, participou do VII Festival Internacional de Violão de Mottola, no sul da Itália, onde estudou com Manuel Barrueco. As obras de Othon Salleiro, tema de sua dissertação de mestrado em música (ECA/USP), têm sido apresentadas em: Projeto Segundarte, na programação do I e II Violão no Centro Cultural São Paulo; V Seminário de Violões Vital Medeiros (palestra); Festival de Violão do Conservatório Souza Lima (São Paulo); Registro e Jacupiranga, no Vale do Ribeira (SP).Participou como instrumentista em vários eventos, tais como: Encontro de Violonistas da UNESP, atuando com duo de violão e violino e como solista da Orquestra de Câmara da UNESP; Projeto Sesc Instrumental; IV, VII e VIII Semana do Violão Isaías Sávio, nestas duas últimas participando também na organização; XXXI Festival Música Nova, idealizado pelo compositor Gilberto Mendes; I Festival de Violão Heitor Villa-Lobos, organizado pelo professor Henrique Pinto; Participou do Trio Unesp de Violão, juntamente com Breno Chaves e Giacomo Bartoloni, e da Orquestra de Câmara da UNESP, realizando séries de concertos pela capital e interior de São Paulo; Projeto Arte nas Ruas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.Lecionou nos cursos de bacharelado e licenciatura em música da Faculdade Paulista de Artes, FPA, em São Paulo. Desde 2003, trabalha no Projeto Guri, projeto social da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, onde atuou como professora e atualmente como membro da equipe técnica do projeto.
Labels: 82º ENCONTRO DE VIOLÃO DA AV-RIO, Flavia Prando, Othon Salleiro"Nas minhas pesquisas sobre o Violão Brasileiro tive a oportunidade de conversar,entre 1997 e 1998, com músicos que conviveram com Salleiro e sobre ele manifestaram suas opiniões. Passo agora a transcrever trechos dessas conversas com o intuito de realçar e aprofundar alguns pontos da personalidade e da técnica violonística de Salleiro, que se encontram na tese da Flavia.
1º) Bate papo de Jorge Mello (JM) com Sebastião Tapajós(ST):
"- (JM) Com quem vc aprendeu e desenvolveu sua técnica no violão erudito?
- (ST)Isto é importante. Meu lado técnico de violão começou com Othon Salleiro, que é daquí de Jacarepaguá. Foi quem me orientou de forma correta. Antes disso eu era autodidata e não tinha um mestre que me falasse:"Faz isto e não aquilo.." Desse modo eu tocava Sonho de Amor de Lizt, uma valsa de Chopin e um estudo de Sor, mas tudo empiricamente...E ele(Salleiro)quando me pegou, disse assim:"Não quero ouvir nada do que você toca!", e não ouviu...Comecei do zero mesmo e foram 33 dias de trabalhos intensivos. A gente começava às sete da manhã e só largava às sete da noite! Nos andavamos de ônibus e as vezes ele conversava comigo assim: "Tá vendo esta frase aquí no jornal? Isso aquí a gente pode aplicar na técnica violonística". Ele era muito louco, mas foi genial...isso foi por volta de 1963 e no ano seguinte eu viajei para a Europa, indo para as mãos de Pujol no conservatório de Madrid. Ele não corrigiu em nada minha técnica violonística. O "intensivão" do Salleiro valeu por tudo na vida, foi um negócio muito forte, muito especial. Ele é uma pessoa muito criativa.
- (JM) Ele tem músicas editadas?
- (ST) Alguma coisa, mas eu acho que a maioria das músicas dele infelizmente vai se perder com a memória dele.
- (JM) Ele não escrevia estas músicas?
- (ST) Ele sabia escrever música, mas não estava nem aí...Ele tocava e descrevia suas músicas e as tocava esplendidamente! Salleiro é muito importante dentro do mundo violonístico brasileiro, as pessoas que o conheceram sabem disso.
Eu cheguei tecnicamente pronto para o Pujol, e pelo Pujol passou Julian Brean e muita gente, ele era um crivo."
2º) Bate papo de Jorge Mello com Nicanor Teixeira(NT)
"- (JM) Você conviveu com o Othon Salleiro?
- (NT) O Salleiro para mim era um cara fantástico, que dividia o tempo dele entre a Psiquiatria e a Música. Trabalhou durante 40 anos no Hospital do Engenho de Dentro. Era um tipo engraçado, interessante e muito inteligente também...falava muito sobre o violão, o negócio dele era o violão. Eu já o conhecia desde 1952 na extinta Associação Brasileira de Violões, eu me lembro que desde essa época eu convivia com o Salleiro. Depois fui amiudando esse contato com ele a ponto de nos reunir sempre(todos os dias) na Casa Carlos Wehrs, que ficava na rua da Carioca, numa roda de choro que era uma verdadeira academia! O gerente, Mario Montenegro, que era um entusiasta do violão, montou um espaço na sobreloja onde ficavam os violonistas e chorões em geral. Salleiro era o centro das atenções e todos o ouviam atentamente.
- (JM) E sobre as obras de Salleiro?
- (NT) Era um compositor fantástico, com muitas obras, mas um pouco desleixado...teve quatro obras editadas pela casa Carlos Wehrs: os choros Harmonia e Picardia e Coração de Boêmio e as valsas Súplicas de Amor e Perfume da Saudade. Fizeram então um contrato e deram dinheiro para ele, que disse assim:" Publiquem essa obra, que eu não quero saber de mais nada". Era um sujeiro muito engraçado...E só teve essa publicação, que nunca mais ví editada.
Eu tive o privilégio de frequentar por quase um ano a casa do Salleiro na década de setenta. Eu ia até lá todo o sábado e ficavamos, eu com um violão e ele com outro, das oito da manhã até as dez da noite. Ele me passava suas composições e também arranjos que fazia das músicas de outros compositores. Eu me lembro de um arranjo que ele fez para Tenebroso do Ernesto Nazareth, que era uma obra prima! Eu pegava com ele mano a mano e no domingo, na minha casa, eu escrevia. Nas semanas seguintes, a mesma coisa. Escreví muitas coisas dele, só que infelizmente algumas eu ou não consigo localizar, ou emprestei para alguem que não me devolveu.
- (JM) E você pensa em publicá-las?
- (NT) Depois que conseguir recuperar essas peças pego umas oito ou dez das mais importantes, falo com a esposa dele, com quem me dou muito bem, e vejo se consigo publicar. Minha intenção é esta. Depois pretendo distribuir a obra dele para os violonistas tocarem, que é também uma maneira de registrar isso na memória do violão.
- (JM) Quais músicas do Salleiro que você escreveu?
- (NT) Escreví Prece, Excelsa, Conversando com o Infinito(I e II), esta é uma peça fantástica que lembra Debussy. Escreví a música mas não coloquei a digitação, pois ela tem uns efeitos muito bonitos e eu tenho que me lembrar como ele fazia. Escreví também um choro chamado Saudosa Boemia, dele e do Julinho Ferramenta, um grande chorão que morava na Ilha do Governador e contemporâneo do Quincas Laranjeiras. O Jacob falava muito dele e os antigos também. Escreví as valsas Luar dos Trópicos e Um Olhar ao Longe, o Prelúdio Carioca que é uma beleza e um choro dele com João dos Santos, que não me lembro o nome."
3º) Bate papo com Sergio De Pinna (SP):
" -(JM)Gostaria que você nos contasse algumas histórias sobre Othon Salleiro.
- (SP) Coração Boêmio, Perfume da Saudade, Conversando com o Infinito..Psiquiatra o cara, olha os nomes que ele dava às músicas. Salleiro é uma figura. Agora, são peças violonísticas. O cara pra tocar Salleiro... Porque sabe o que acontece?Vem um cara e diz:"Eu toco choro", mas o choro, se não tiver balanço... Eu sempre digo isto para esses caras que começam no 7 cordas e ficam naquele negócio de baixarias doidas. Então acontece que eles saem do tempo, ficam abusando demais e atrapalham o solista. Eu frequentei muito a casa do Jacob. Eu e o Nicanor Teixeira passavamos noites e noites sem dormir, deitados lá no jardim da casa do Jacob, que ficava na rua Comandante Rubens Silva em Jacarepaguá. Esta rua é paralela a rua onde morava o Salleiro. Eles tinham muita proximidade, inclusive o Salleiro foi padrinho de casamento do Jacob. Depois brigaram por causa de uma música que o Salleiro dizia que era dele, Santa Morena, aquela valsa do Jacob. Num dos saraus na casa do Jacob tinha um 7 cordas tocando lá com ele e o Jacob parou e disse com aquele vozeirão dele:" Ô meu filho, quem é o solista aquí, eu ou você? Para com esse negócio de muito baixo no meu ouvido". É isso mesmo, tem que fazer a base pro solista, esse negócio de fazer muito baixo atrapalha. Então o 7 cordas tem que fazer aquele baixo dentro do vazio, o contraponto né? Tem que contrapontear.
- (JM) Qual a característica mais marcante da obra do Salleiro?
- (SP) Olha, o Salleiro era um cara muito versátil, mas tinha dias em que não sei porquê, talvez pela profissão dele de psiquiatra, sempre atendendo pessoas doentes...lidar com maluco não é mole não e você acaba ficando meio assim. Pois ele podia tocar tanto o choro Magoado quanto a Catedral até melhor que o Barrios num dia e no dia seguinte tocar como um cara primário, onde não sai nada.
Mas a obra de Salleiro é para violonistas avançados, assim como a obra de Barrios. Eles por sinal foram grandes amigos e tocaram juntos muitas vezes pelas noites na Lapa. Ele conviveu muito com Quincas Laranjeiras, João dos Santos, João Pernambuco, aquela turma...
Eu considero o Salleiro como um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, aquele choro Harmonia e Picardia então...O Nicanor Teixeira passou a escrever as músicas do Salleiro, ele conseguiu resgatar aquela Cavaquinho Serenata que tem uma parte em que realmente parece que tem um cavaquinho tocando. "
4º) Bate papo com Teresa Conceição Martins(TCM):
"- (JCM) A senhora teve professores muito importantes como João Pereira, Pereira Filho, Garoto e Othon Salleiro. Poderia falar um pouco sobre este último?
- (TCM) Quando eu fiz Análise Sintética com o Salleiro, ele anexou parte do que estudou em medicina. Por exemplo: Anatomia das mãos, as mãos violonísticas. Eu tenho isso escrito, posso lhe mostrar. Ele fez uma coisa profunda falando sobre o comportamento do músico, a formação do músico, as características, a inteligência da pessoa. Inclusive eu serví de cobaia para ele escrever, porque quando fui para ele já tinha estudado com o João Pereira e com o Garoto.
- (JCM) Como a sra conheceu o Othon Salleiro?
- (TCM) Na Associação Brasileira de Violões, todo final de mes tinha um sarau lá. Conhecí neste lugar o Oromar Terra, o Seu Edgar Oliveira, irmão do Luis Allan e conhecí o Othon Salleiro, com quem me apresentei. Ele gostou muito de minha apresentação e me convidou para ser sua aluna. Naquela época ele dava aulas no Conservatório Brasileiro de Música, alí na Av Graça Aranha e foi lá que estudei com ele.
- (JCM) Por quanto tempo?
- (TCM) Três anos. Fiz o curso de análise sintética e ia fazer um curso especial de violão na casa dele lá em Jacarepaguá. Foram essas aulas de análise que ele me deu, para conhecer melhor o instrumento, porque naquela época não havia o que há hoje. Inclusive a Graça Allan está fazendo um método de violão e pediu que eu colaborasse com essa parte. Até hoje não registrei isso.
- (JCM) O Prof. Salleiro tinha um repertório vastíssimo, não?
- (TCM) Tinha. Ele transpôs peças de piano para violão, como Clair de Lune e Catedral Submersa, de Debussy, além de várias peças de outros compositores. Tem também as próprias composições dele, muitas das quais o Nicanor Teixeira escreveu. Depois que o Salleiro foi atropelado ele nunca mais foi o mesmo, tanto é que eu estou com uma fita virgem para levar à casa do Sergio De Pinna para gravar o último programa que ele fez na ABI- o Sergio fez uma homenagem à ele-e ele já estava com uma certa dificuldade em andar, mas tocou e contou algumas histórias. O Sergio tem esse encontro gravado."
Por fim, apresento um artigo que publiquei no site do samba choro em 2003. Espero ter apresentado satisfatoriamente este grande violonista e compositor que foi Othon Salleiro!
O violão brasileiro de OTHON SALLEIRO, por Jorge Mello (publicado no site www.samba-choro.com.br/artistas em 26 de setembro de 2003)
No livro “Música Popular Brasileira Estilizada” de autoria de Henrique Pedrosa(Editora Universidade Santa Úrsula,1988) encontramos na página 143 a seguinte constatação: “Em termos de violão a maior barbaridade é o esquecimento e quase total descaso quanto a Othon Salleiro. Perguntem subitamente a um violonista erudito como João Pedro Borges quem é o Ernesto Nazareth do violão atual. Othon Salleiro será a resposta”. Fui ao lançamento deste livro, que contou com um maravilhoso recital de Rafael Rabello...Esta questão do Othon desde então ficou me incomodando. Realmente muito pouco se sabe a seu respeito. Para alguém obstinado que procure no Google, nos sites sobre violão ou mesmo no Dicionário Cravo Albin, nada encontrará. Por outro lado, uma incursão na discografia brasileira de 78 rpm também nada revelará. Então ele não compôs ou gravou? Transcrevo a seguir algumas informações obtidas nas minhas fontes e que podem ajudar a delinear o perfil de um dos mais interessantes e origina is violonistas brasileiros. Isto sem mencionar o grande compositor que ele foi.
Othon Sivaldo Vaz Salleiro nasceu na cidade do RIO DE JANEIRO no início do século passado. Aos dezesseis anos torna-se aluno de Quincas Laranjeiras e sua vocação musical começa a incomodar seus pais, que desejavam vê-lo formado em Medicina. Passa então um período de reclusão no Rio Grande do Sul, fixando-se em Porto Alegre. Neste período produz algumas de suas composições favoritas. Retorna ao Rio de Janeiro e, em 1929, podemos ver sua fotografia na revista “O Violão” de Março, com a seguinte legenda: Othon Sivaldo Vaz Salleiro, risonha esperança da virtuosidade do Violão e alumno do professor Gustavo Ribeiro( nesta foto ele aparece tocando violão na casa Cavaquinho de Ouro). Aos vinte e oito anos ingressa na Faculdade Nacional de Medicina, onde se forma e faz mais tarde especialização em Psiquiatria. Trabalhou como Psiquiatra no Hospital do Engenho de Dentro durante quarenta anos, mas nunca perdeu a proximidade com a música! Conviveu com os grandes chorões como o já citado Quincas Laranjeiras, João Pernambuco, João da Baiana, Pixinguinha e um ilustre visitante:Agustín Barrios. O point era o “Cavaquinho de Ouro”, mas as noitadas podiam se estender para a Lapa. Era a nata da boemia ! Todo mundo enchia a cara e depois bebia leite para rebater...Barrios provavelmente foi quem mais influenciou Salleiro, passando para este a importancia do apuro técnico e o gosto pelo folclore. Reza a lenda que, quando Segóvia por aqui esteve em 1937, ficou impressionado com o virtuosismo de nosso patrício e não se furtou em dar-lhe conselhos . Também Narciso Yepes, outra celebridade, ao vê-lo tocar “Batucada-choro” ficou tão impressionado que passou a incluir esta música de Salleiro em seu repertório. Compositor muito inspirado, teve como parceiros João dos Santos, João Pernambuco e Julinho Ferramenta (célebre chorão da Ilha do Governador). Com estes e Pixinguinha, freqüentava os saraus da casa de Jacob do Bandolim, de quem foi padrinho de casamento. Era m quase vizinhos...Um belo dia, acabaram por se estranhar e a amizade terminou. Conheço duas versões para este acontecimento: Uma (a que consta na biografia de Jacob) diz que eles brigaram porque Salleiro teria humilhado um violonista iniciante num sarau. A outra atribui isto ao fato dele afirmar que a valsa “Santa Morena”( de autoria de Jacob) era sua. A idéia que temos de Salleiro, ao ler esta biografia de Jacob, é a pior possível! Ele é reduzido a uma figura bizarra que, por um impulso exibicionista, terminou por ser excluído do sarau por Jacob! Admirado por muitos violonistas ele foi, nas palavras de Sérgio de Pinna. : “Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos...”. Nicanor Teixeira não poupa elogios quando diz que ; “O Salleiro para mim era um cara fantástico, que dividia seu tempo entre a música e a psiquiatria”. Tão grande quanto o violonista e o compositor, foi o professor que em trinta e três dias de curso intensivo proporcionou ao então novato Sebastião Tapajós uma desenvoltura técnica que seria admirada em sua vitoriosa carreira e até por Emílio Pujol, que se tornaria mais tarde o seu mestre na Europa. “ Foram dias de trabalho intensivo. Começávamos às sete da manhã e só largávamos às sete da noite”, disse-me Tapajós. O único registro que temos do Salleiro como violonista é o incrível LP “ Violão Brasileiro-Othon Salleiro”, Musidisc-HI-FI 2115. Neste disco ele passeia por vários ritmos através de composições suas e que nos remetem a várias partes do nosso Pais. Estas são músicas muito bem elaboradas e com soluções harmônicas bastante interessantes. Trata-se sem dúvida de um compositor muito sofisticado e suas músicas possuem um alto nível de dificuldades em termos de execução. São dez músicas com os seguintes títulos: “Batucada-choro”; “Excelsa”; “Viola da saudade”; “Ternura”; “Reminiscências cariocas”; “Confidências”; “Côco-baião”; “Chimarrita”; “Luar dos trópicos” e “Festa do Bonfim”. Felizmente tenho este LP e posso afirmar que se trata de uma obra de muita qualidade! Em 1999, ano em que Salleiro faleceu, aparece o CD “Homage”(edições musicais Aguiar) do Violonista Nélio Rodrigues apresentando dezesseis composições de Salleiro, a maioria inéditas! Este lançamento passou desapercebido, mas fornece uma clara visão da genialidade do compositor. Este é o violão brasileiro de Othon Salleiro.
Abraços, Jorge Mello.

2 comentários:
Olá, Jorge!
Gostaria que vc me passasse seu e-mail, para que eu te envie a dissertação revisada. Infelizmente a usp não permite a correção pós a defesa e fiz algumas modificações, bem como algumas correções. Como vc pesquisa Salleiro, gostaria de te enviar.
Abraços,
Flavia Prando
Olá Flavia!
Tentei entrar em contato com vc, mas não tive êxito.
Meu blog passou um tempo desativado, razão pela qual não lhe respondí logo.
Ficarei muito feliz se vc enviar sua dissertação.
Muito obrigado,
Jorge Mello.
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